Com o slogan “Seis anos de impunidade. Julgamento já”, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho está organizando um ato público, em Brasília, no próximo dia 28 de janeiro, a partir das 10 horas, em frente o prédio do Supremo Tribunal Federal, na tentativa de sensibilizar os ministros para analisar os recursos existentes no STJ e no STF. Isso possibilita o retorno do processo ao TRF da 1ª Região, em Minas, e o julgamento dos acusados dos assassinatos dos Auditores Fiscais do Trabalho e do motorista.
A chacina dos Auditores Fiscais do Trabalho Eratóstenes de Almeida Gonçalves, João Batista Soares Lage, Nelson José da Silva e do motorista Ailton Pereira de Oliveira, ocorreu no dia 28 de janeiro de 2004, quando eles estavam a caminho de uma fiscalização de rotina nas fazendas da região e foram vítimas de uma emboscada na área rural de Unaí. A Polícia Federal e o Ministério Público Federal anunciaram o desvendamento do crime e o envolvimento de nove pessoas, entre mandantes, intermediários e executores dos assassinatos, em julho de 2004.
Em dezembro do mesmo ano, o juiz Francisco de Assis Betti, da 9ª Vara Federal em BH, publicou a sentença de pronuncia indicando que oito (Noberto Mânica, Hugo Alves Pimenta, José Alves Costa, Francisco Elder Pinheiro, Erinaldo de Vasconcelos Silva, Rogério Alan Rocha Rios, William Gomes de Miranda e Humberto Ribeiro dos Santos) dos nove acusados devem ir a júri popular. A exceção é Antero Mânica, prefeito de Unaí, reeleito no ano passado, que tem direito a foro privilegiado.
Atualmente, dos nove acusados de envolvimento na Chacina de Unaí, quatro estão em liberdade e cinco permanecem presos. O processo de número 20043800036647-4 MG no TRF, está em Brasília desde fevereiro de 2005, e pode ser acompanhado no site www.trf1.gov.br ou www.mg.trf1.gov.br
Publicado em www.sinfisco.com.br
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